terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CAN-2010 - Se os jogadores não tivessem dado tudo, despedia-me - Manuel José, treinador de Angola



CUMPRIDA a participação no CAN com a eliminação perante o Gana, Manuel José ainda não tem definido se o seu futuro passará pela selecção angolana.

“Tenho contrato até finais de Julho e depois logo se vê. Mas, se os jogadores não tivessem dado tudo, despedia-me hoje”.

Entretanto, o técnico viajou para Portugal para assistir ao funeral do pai, que faleceu no domingo.

CAN-2010 - Preparámo-nos bem - Milovan Ragevac, seleccionador do Gana


O SELECIONADOR do Gana, o sérvio Milovan Ragevac, considerou que a sua equipa fez “um bom jogo com Angola” e revelou satisfação por a formação ter conseguido “um golo cedo” e por ter “aproveitado a oportunidade”.

Classificando “muito importante” a vitória do Gana (1-0), que atinge as meias-finais no CAN pela segunda vez consecutiva, Ragevac considerou “muito difícil” o embate com Angola.

“Sabíamos a qualidade de Angola, nomeadamente o seu poderoso ataque no lado direito, mas preparámos a equipa bem”, disse.

CAN-2010 - Estivemos bem psicologicamente - técnico da Argélia


O TÉCNICO da selecção da Argélia, Rabah Saadane, afirmou, domingo, que a vitória da sua equipa sobre a Costa do Marfim se deve a uma boa preparação psicológica dos seus jogadores, facto que permitiu encarar o desafio com naturalidade e determinação.

Rabah Saadane, que falava em conferência de Imprensa no final do jogo contra a Costa do Marfim, realçou o desempenho dos seus jogadores durante os 90 minutos regulamentares e no tempo extra (30 minutos), destacando o correcto posicionamento táctico da equipa.

Relativamente ao adversário para as meias-finais, afirmou que a competição chegou a uma fase em que as equipas têm de estar preparadas para enfrentar qualquer opositor sob pena de falharem os objectivos, não tendo por este motivo preferências.

Já o médio argelino Karim Matmour considerou ter sido um bom jogo, onde nos 15 primeiros minutos a equipa procurou não sofrer qualquer golo para depois tentar jogadas de ataque combinado.

O SELECCIONADOR da Costa do Marfim, Vahid Halilhodzic, apontou a ineficácia dos avançados e o desgaste físico de alguns dos principais atletas como s



O SELECCIONADOR da Costa do Marfim, Vahid Halilhodzic, apontou a ineficácia dos avançados e o desgaste físico de alguns dos principais atletas como sendo a causa da eliminação da sua equipa.

Falando em conferência de Imprensa, no final do desafio, o franco-bósnio manifestou-se igualmente decepcionado com o comportamento da sua equipa ao longo de todo o jogo.

“Preparamo-nos arduamente para vencer a Argélia e prosseguirmos em prova. O que se passou neste jogo ninguém de nós consegue perceber, vamos ter que reflectir seriamente”, afirmou.

Vahid Halilhodzic lamentou também o facto de a sua equipa não ter conseguido gerir a vantagem de 2-1 a um minuto do fim do encontro.

Referiu que depois dos primeiros 30 minutos, dominados pela Costa do Marfim, o grupo acusou em demasia a responsabilidade do desafio, permitindo que o adversário fizesse o seu jogo normal.

Apesar de reconhecer que a Argélia mereceu vencer, por tudo o que produziu, o seleccionador marfinense admitiu que, tal como o ataque, a defesa não cumpriu com o seu papel.

CAN-2010 - Drogba enaltece vitória argelina



O CAPITÃO da selecção da Costa do Marfim, Didier Drogba, atribuiu mérito à vitória da Argélia (3-2), resultado que permitiu aos argelinos apurarem-se para as meias-finais do CAN-2010, numa partida que teve prolongamento.

No final do encontro, Drogba reconheceu ter havido dificuldades para a Costa do Marfim em função do sistema táctico montado pelos argelinos durante o prolongamento, aliado à gestão do jogo que a equipa contrária fez até do final da partida.

“É uma boa equipa. Jogou bem. São mundialistas e estão de parabéns. Desejo-lhes sorte para o resto da competição”, frisou o atacante.Didier Drogba prometeu mais trabalho daqui para frente, tendo em conta os próximos desafios da equipa.

Futebol de veteranos: Maputo cidade prepara intercâmbio com Matola


A SELECÇÃO de veteranos da cidade de Maputo inicia amanha (16:30 horas), no Circuito António Repinga, a sua preparação para o intercâmbio futebolístico com a sua congénere da Matola por ocasião das comemorações do aniversário deste último município que se realiza no dia 5 de Fevereiro.

Para o efeito, foram convocados 34 jogadores que, a partir de amanhã, vão lutar por um lugar na lista final, nomeadamente Filipe Chissequere, Rui Évora e Luís Sérgio (guarda-redes), Santos Matonse, Agostinho de Rosário, Leovigildo Ferreira, Chiquinho Conde, Zainadine Mulungo, Alcidio Conde, Nacir Armando, João Chissano, José Augusto, Amade Chababe, Aly Hassan, António Muchanga, Nana, Garrincha, Matsolo, Miguel dos Santos, João Ouana, Dias, Pondo, Artur Aloy, Joaquim João, Elias Mabjaia, Salipe, Chalito, Ângelo, Lourenço, Fito e Mabombo.

A equipa técnica é constituída por Adelino Jorge, Ângelo e Machava.

Uzaras no Atlético!


HOUVE uma alteração em relação ao destino do técnico Uzaras Mahomed que até semana passada era dado como certo no FC de Lichinga. Mas pelo que foi possível apurar, junto do técnico, o clube muçulmano foi mais rápido nas negociações e numa operação relâmpago convenceu Uzaras a assinar por uma época, quando tudo indicava que iria dirigir o único clube da província do Niassa no Moçambola.

Segundo Uzaras, a direcção pediu-lhe para que lute pela manutenção. Este é o principal objectivo com o qual o técnico diz estar comprometido. “A direcção pediu-me para formar uma equipa coesa que esteja em condições de lutar pela manutenção. O Atlético perdeu alguns bons jogadores e é preciso tempo para voltar a formar um grupo forte”.

O Atlético Muçulmano viu subir o seu nome nos anais do futebol nacional ao conquistar em 2008 a Taça de Moçambique/mcel, logo na sua primeira época ao mais alto nível, ou seja no Moçambola.

Mas na época passada, a colectividade deixou uma pálida imagem, tendo terminado na 11ª posição e escapando à tangente a despromoção.

O Atlético abriu as “oficinas” ontem, realizando corrida no circuito de manutenção António Repinga para recuperar a condição física.Quanto aos reforços, ainda não foram avançados os nomes, mas é sabido que Danito Nhampossa, Nelito, Ngoni, Baúte, James e Eboh não farão parte do plantel da próxima época.

FMN confirma eleições para 5 de Fevereiro


A FEDERAÇÃO Moçambicana de Natação (FMN) convocou a assembleia geral para a eleição de novos corpos gerentes para o dia 5 de Fevereiro, no Comité Olímpico de Moçambique (COM).

Os interessados poderão apresentar as suas candidaturas junto ao COM e poderão consultar o “dossier” da reunião magna na sede do Conselho Nacional de Desportos (CND) para atempadamente poderem se inteirar do processo que culminará com a escolha dos novos dirigentes.

A assembleia geral tem como agenda, para além da eleição de uma nova direcção, a aprovação do regimento eleitoral bem como dos estatutos da federação para a sua regularização. Esta missão caberá à direcção que for eleita no dia da assembleia.

De salientar que o escrutínio vai acontecer paralelamente com a realização do Campeonato Nacional da modalidade de 3 a 6 de Fevereiro, na piscina do Raimundo Franisse, na associação da modalidade na cidade de Maputo.

O campeonato, que será disputado em quatro dias consecutivos, vai contar com a participação de atletas das cidades de Maputo (Ferroviário, Golfinhos, Desportivo, Tubarões e Banco de Moçambique) e da Beira (Ferroviário e Clube Náutico).

TAÇA DE PORTUGAL - Porto-Sporting “clássico dos “quartos”



O SORTEIO dos quartos-de-final da Taça de Portugal, realizado ontem, ditou o “clássico” no Dragão entre o FC Porto e o Sporting, agendado para 2 de Fevereiro.

O encontro será o primeiro do programa dos quartos-de-final, uma vez que o Sporting pediu a antecipação em virtude de ter o calendário apertado devido à presença na Liga Europa.

Para dia 3, quarta-feira, ficam os restantes três jogos. O Braga recebe o Rio Ave, naquele que será o outro encontro entre equipas do escalão-maior. O Paços de Ferreira terá a visita do Chaves, da II Liga, enquanto a Naval desloca-se ao terreno do Pinhalnovense, representante da II Divisão.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

“Mambas” e adeptos defendem Mart Nooij


OS atletas e adeptos da Selecção Nacional de Futebol defendem a continuidade do técnico holandês, Mart Nooij, no comando dos “Mambas”, apesar de não ter conseguido alcançar as objectivos então preconizados para o CAN Angola-2010, nomeadamente a transição aos quartos-de-final, feito que seria um marco histórico para Moçambique.

Os “Mambas” são de opinião que a saída de Mart Nooij pode quebrar todo o trabalho por si iniciado, visando criar uma larga base de opções na equipa de todos nós, tendo em conta o futuro da Selecção Nacional, para além do reconhecimento de que conseguiu relançar o nome de Moçambique nesta que é a maior competição futebolística continental, visto que há 12 anos que o nosso país não conseguia qualificar-se para a fase final da prova.

O “capitão” dos “Mambas”, Tico-Tico, defendeu a manutenção de Mart Nooij para evitar que todo o esforço por ele levado a cabo vá por água abaixo, apesar de reconhecer que a equipa não rendeu o desejado, tendo cometido erros de palmatória sobretudo no sector defensivo.

Entretanto, o destino de Mart Nooij poderá ser decidido nos próximos dias, depois de avaliado o relatório da participação dos “Mambas” na prova pela direcção da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

O vice-presidente da FMF, António Chambal, não assumiu o afastamento de Mart Nooij no comando dos “Mambas” anunciado pelo presidente da instituição, Feizal Sidat à imprensa internacional a partir de Angola, depois da derrota do combinado nacional diante da Nigéria, que determinou o afastamento da Selecção Nacional da corrida para os quartos-de-final.

António Chambal afirmou que a direcção da FMF ainda não reuniu para decidir sobre o assunto, reiterando que o contrato de Mart Nooij termina a 31 deste mês.

Maior parte dos adeptos moçambicanos defendem, igualmente, a manutenção de Mart Nooij no comando dos “Mambas”, recordando que foi ele que conseguiu resgatar a imagem de Moçambique nas competições internacionais ate a sua qualificação para o CAN de Angola, facto que culminou com a sua sucessiva subida no “ranking” continental e mundial.

CAN ANGOLA-2010: Nossos “carrascos” entram em cena


INEVITAVELMENTE, hoje é o dia do “se” para os moçambicanos. Isto porque se – e aí está o condicional – tivéssemos nos qualificado para os quartos-de-final a nossa atenção, pelo país fora, estaria euforicamente concentrada naquilo que os “Mambas” fariam diante do adversário que lhes tiver calhado, na condição de vencedor ou de segundo classificado do Grupo “C”.

Todavia, como tal não sucedeu – embarcamos de regresso a casa mais cedo – vamos ficar, na bancada ou diante do televisor, para hoje acompanharmos o evoluir dos nossos “carrascos” Egipto e Nigéria, que decidem mais um passo rumo à concretização do seu objectivo de conquistar o título. Os campeões africanos jogam no Estádio Nacional de Ombaka, em Benguela, com a Zâmbia, a partir das 17.00 horas (18.00 de Maputo), numa noite que se perspectiva de futebol espectacular e extremamente fascinante, quando se encontrarem na Tundavala, no Lubango, os gigantes Camarões e Nigéria, duas das formações constituídas por estrelas das mais cintilantes do continente.

Depois de, ontem, Luanda e Cabinda se terem deleitado com a primeira vaga dos desafios dos quartos-de-final, a vez, hoje, cabe aos adeptos benguelenses e lubanguenses, por sinal, com um envolvimento extraordinário no apoio aos “Mambas” nos seus três embates da primeira fase: os primeiros, frente ao Benin (2-2) e ao Egipto (0-2) e os segundos quando incrivelmente fomos derrotados pela Nigéria por três bolas sem resposta.

Agora, para os intervenientes na prova não há contemplações. É a fase do “mata-mata”, das eliminatórias e de requerer um cuidado muito especial. Se os 90 minutos não forem suficientes para se achar um vencedor, o recurso são 30 minutos de prolongamento, que poderão ser sucedidos de grandes penalidades caso até aí não haja vencedor. Portanto, como se pode depreender, trata-se de uma etapa bastante delicada acima de tudo responsável.

Em Benguela, certamente que os egípcios já conquistaram corações dos adeptos locais. Todas as suas partidas foram até aqui efectuadas em Ombaka, pelo que, apesar de a Zâmbia ser um país vizinho de Angola, os “Faraós” poderão contar com uma forte falange de apoio. Donos de um futebol bonito, alegre, pragmático e de trato fácil, os campeões africanos apresentar-se-ão nas quatro linhas com uma certa dose de favoritismo, sendo certo que a vitória será sua, a menos que ocorra um cataclismo.

O estilo de jogo dos egípcios, caracterizado por muita troca de bola, constantes e estonteantes mudanças de velocidade e de flancos, representarão uma grande complicação para os zambianos, que se qualificaram para os quartos-de-final de forma inesperada e num grupo que acabou sendo espectacularmente equilibrado.

A matreirice e o futebol envolvente dos pupilos de Hassan Shehata serão determinantes para o seu triunfo, até porque não se registam preocupações relacionadas com lesões. Jogadores como o capitão e maestro Ahmed Hassan – que joga em todas as posições – Meteeb, Zidan, Shikabala, Fathi, Gomaa, Moawad, Hosni, Gedo e o guarda-redes El Hadary – até aqui só sofreu um golo – estarão na sua plenitude e prontos para fazer a diferença, numa equipa muito segura a defender e bastante rápida e perigosa a atacar, fazendo-o primorosamente e com a precisão necessária.

Única selecção somente com vitórias no campeonato, Egipto derrotou, sucessivamente, Nigéria por 3-1, Moçambique e Benin pela mesma marca de duas bolas sem resposta. Marcou sete golos e sofre um.

Em relação à Zâmbia, nossa bem conhecida de embates da Taça Castle e que, curiosamente, leva uma grande vantagem sobre nós, menosprezá-la seria um gravíssimo erro. Os “Chipolopolo” são aguerridos e lutam até às últimas consequências. Dinâmica na intermediária, graças à acção de Felix Katongo e de Clifford Mulenga, a turma de Hervé Renard tem em Jacob Mulenga a sua principal jóia na frente atacante e que, seguramente, merecerá a atenção dos egípcios.

Os zambianos apuraram-se como segundo classificados do Grupo “D”, numa jornada cheia de emoção e de incertezas. Começaram a prova empatando 0-0 com Tunísia e a seguir perderam (2-3) com os Camarões, ao permitirem uma magnífica recuperação de Samuel Eto’o e companhia. Depois, no fim, no dia de todas as decisões, ganharam ao Gabão por 2-1. Somaram quatro pontos, marcaram cinco tentos e sofreram outros tantos.

CHUVA OU SISMO NO LUBANGO?

A cidade do Lubango é conhecida pelo seu clima de altitude, acompanhada de muito frio e chuvas constantes, pelo menos neste período do ano. Durante os dias em que a nossa selecção lá esteve, sempre choveu torrencialmente, mas o que de bom os deus huílanos fizeram foi o seguinte: nenhuma chuva durante os jogos e um relvado bom a prática de futebol, devido à funcionalidade da drenagem colocada no Estádio Nacional da Tundavala. Aliás, nessas circunstâncias, é o visível o esforço dos técnicos – encarregados pela construção do completo – na vigilância para determinadas situações que possam pôr em risco o desenrolar do campeonato.

Os Camarões, cabeças-de-série do Grupo “D”, assentaram arraiais nesta cidade e gozam de uma fenomenal simpatia. As suas estrelas, tal como Samuel Eto’o, o líder da banda, Rigobert Song e o seu sobrinho Alex – como cresceu e como seu fez um magnífico futebolista o rapaz! – Idrissou, Njidap, Emana, entre outras, fascinaram as gentes lubanguenses, daí o grande apoio que certamente terão esta noite, a partir das 20.30 horas locais (21.30 de Maputo), quando defrontarem a Nigéria. Testemunhámos esse facto no desafio contra a Tunísia, que terminou empatado 0-0 e ditou o afastamento das “Águias do Cartago”, em que a esmagadora maioria dos espectadores esteve ao lado dos “Leões Indomáveis”.

O jogo de hoje é de capital importância para ambos os conjuntos, candidatos ao título. O desfecho é absolutamente imprevisível e o que se espera, no Lubango, para além da habitual chuva, é que ocorra um sismo, tal é a luta que se perspectiva entre estes colossos.

Se os artistas de cada lado estiverem verdadeiramente inspirados, o espectáculo dentro das quatro linhas será uma realidade indissolúvel, apesar de tanto Camarões como Nigéria terem tido uma primeira fase pouco brilhante.

Há quem defenda que, normalmente, formações desta estirpe somente procuram a qualificação, para, a partir daí, mostrarem o que de facto valem. Estamos à espera de viver esse momento de sonho que “Leões Indomáveis” e “Super Águias” nos reservaram hoje na Tundavala.

Os camaroneses são mais atacantes, pecando, no entanto, por direccionar tudo para Samuel Eto’o. É verdade que, realmente, o avançado do Inter de Milão resolve as mais difíceis situações, mas, de sobreaviso, os nigerianos não deixarão de oferecer uma atenção especialíssima a este artífice.

Idrissou é outra peça fundamental e de desequilíbrio na frente atacante, num time que tem em Alex Song uma segurança formidável na intermediária, prevendo-se por isso um diálogo interessante com Obi Mikel, o armador do jogo da Nigéria.

Os Camarões, vencedores do Grupo “D” com quatro pontos – os mesmos da Zâmbia e do Gabão – foram surpreendidos pelos gaboneses na jornada inaugural, perdendo por uma bola sem resposta. A seguir, precisaram de apelar à sua divindade para ultrapassar os zambianos por 3-2, após terem estado a perder. Finalmente, empataram 2-2 com a Tunísia, numa partida em que tiveram o infortúnio de oferecer um golo ao adversário. Tal como a Zâmbia, marcaram cinco golos e sofreram outros cinco.

A Nigéria não foi, no decorrer da primeira fase, aquela Nigéria que nos habituou a grandes exibições. Na estreia, perante o Egipto, esteve a vencer por 1-0, porém, permitiu a reviravolta, acabando por perder 1-3. Contra o Benin, ganhou por apenas 1-0, na transformação de uma grande penalidade. Mas a sua fome de golos terminaria em fartura diante de Moçambique, ao vencer por 3-0. Resumindo, cinco golos marcados e três sofridos.

Por aquilo que se perspectiva, o técnico Amadou Shuaibu não deverá apresentar um onze diferente daquele que jogou contra os “Mambas”, uma vez ter estado mais consentâneo com a realidade dos nigerianos. Por essa razão, teremos, para além dos habituais Obi Mikel, Yakubu, Obasi, Etuhu, Yusuf, Peter Odemwingie – o verdadeiro “carrasco” de Moçambique -, Shittu e do guarda-redes Enyeama, os craques Obafemi Martins e Victor Nsofor provavelmente como primeira opção, já que se encaixaram integralmente e ajudaram a equipa a se desenvencilhar de um adversário mordaz e que na primeira parte, em particular, desfrutou de alguma superioridade em certas fases da contenda.

Recorde-se que as meias-finais terão lugar na quinta-feira, uma em Luanda e outra em Benguela, para o desafio de atribuição do terceiro lugar acontecer no sábado, na cidade das acácias rubras e a final no domingo, no Estádio Nacional 11 de Novembro, na capital angolana.

ALEXANDRE ZANDAMELA, em Luanda

CAN ANGOLA-2010: “Mambas” os mais advertidos disciplinarmente na primeira fase


A SELECÇÃO Nacional de Futebol foi a que mais vezes foi advertida com cartão amarelo durante a primeira fase. Os “Mambas” lideraram a lista com nove cartões amarelos.

Com apenas um amarelo, a selecção do Egipto foi a menos advertida disciplinarmente durante a primeira fase da Taça de África das Nações, seguida das similares da Nigéria (2) e Angola e Gana cada com três.

A equipa da Costa do Marfim foi "amarelada" cinco vezes, o Burkina Faso quatro, a Tunísia seis, enquanto o Gabão tem oito advertências, menos uma que o Benin e o Malawi, ao passo que os Camarões têm sete.

As selecções da Costa do Marfim, Burkina Faso e Tunísia receberam uma cartão vermelha cada uma.