terça-feira, 9 de março de 2010

Xadrez na Cidade de Maputo: Torneio de Abertura bastante concorrido



O TORNEIO de Abertura de Xadrez, que se disputa desde 13 de Fevereiro na sede da Federação Moçambicana da modalidade (FMX), está a ser caracterizado por uma forte disputa entre os primeiros cinco concorrentes, dos 20 participantes na prova.

Concluídas as primeiras quatro rondas, o vice-campeão nacional, Wilton Calicocas, está na dianteira, mas deverá provar nas duas jornadas seguintes de que efectivamente é o mais forte em relação ao quarteto Orlando Nhacula, Donaldo Paiva, Gilberto Gil e Nivaldo.

A última ronda foi decisiva e Wilton Calicocas conseguiu desfeitear aquele que era o seu principal rival, Orlando Nhacula, com quem, curiosamente, partilhava a liderança. Com quatro pontos, o vice-campeão lidera com mais um em relação aos seus perseguidores.

A luta pela liderança dominou as jornadas iniciais e a situação, na tabela classificativa, torna o prognóstico mais difícil no que respeita aos candidatos ao título, atendendo que faltam três rondas para o fim do torneio.

Aliás, a quinta, que estava agendada para domingo, movimentou apenas duas partidas, designadamente Guimarães Mahota-Nivaldo Ventura (0-1) e Vânia Vilhete-Belmiro Mahota (1-0). Segundo fonte da Associação de Xadrez da Cidade de Maputo, os jogadores, com consentimento da organização, combinaram para efectuar as partidas até hoje.

Nota curiosa é a ausência de alguns dos xadrezistas mais preponderantes, casos de Mateus Viageiro, campeão nacional em título, e de Miguel Maconi, terceiro classificado, ambos com “ranking” internacional.

O torneio é disputado no sistema suíço, em que os melhores jogam entre si até se encontrar o vencedor.

Cada vitória equivale a um ponto e o empate à metade. A conclusão da prova será no domingo.

RESULTADOS DA 4ª JORNADA

Orlando Nhacula-Wilton Calicocas (0-1),

Donaldo Paiva-Nivaldo Ventura (1-0);

Gilberto Gil-Milton Botão (1-0);

Guimarães Mahota-Emílio Guambe (1-0);

Hanifo Ismail-Roberto Soca (1-0);

Egídio Celso-Adolfo Mabote (0-1);

Custódio Vicente-Jorge Chivambo (0-1);

José Lobato-Vânia Vilhete (1-0);

Rui Mabote-Gabriel Meliquizane (1-0);

Belmiro Mahota-Aires Máquina (0-1);

CLASSIFICAÇÃO PONTOS

1. Wilton Calicocas 4;

2. Orlando Nhacula 3;

3. DonaldoPaiva 3;

4. Gilberto Gil 3;

5. Nivaldo Ventura 3;

6. Guimarães Mahota 2,5;

7. Adolfo Mabote 2,5;

8. Milton Botão 2;

9. Jorge Chivambo 2;

10. Hanifo Ismail 2;

11. Vânia Vilhete 2;

12. Emílio Guambe 1,5;

13. Egídio Celso 1,5;

14. Rui Mabote 1,5;

15. José Lobato 1,5;

16. Custódio Vicente 1;

17. Gabriel Meliquizane 1;

18. Belmiro Mahota 1;

19. Aires Máquina 1;

20. Roberto Soca 0,5

Faltam 93 dias para o arranque do Mundial de futebol : Sul-africanos lançam contagem regressiva



A NOVENTA e três dias do arranque do Mundial de Futebol de 2010, a África do Sul lançou a contagem regressiva do torneio e os organizadores convidaram a nação a marcar este evento.

No programa do dia, figura a entoação do hino nacional e o içar da bandeira ao meio-dia. Um jantar de gala foi organizado no Centro de Convenção Internacional de Durban.

Nessa ocasião, o presidente da FIFA, Joseph Blatter, reafirmou a sua convicção de que a África do Sul vai organizar o torneio com êxito.

O vice-presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, agradeceu igualmente a Blatter pelo seu apoio resoluto à África do Sul.

A FIFA e o Comité de Organização Local do Mundial-2010 concluíram, na Cidade do Cabo e em Port Elizabeth, uma digressão de inspecção dos estádios do país.

O secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, e a primeira-ministra do Cabo, Hellen Zille, anunciaram que a cidade estava pronta para acolher o Mundial.

Falando a uma importante delegação da Imprensa local e internacional no novo estádio da cidade, Zille declarou que o facto de a FIFA permitir à Cidade do Cabo albergar o primeiro jogo Uruguai-França e o desafio-teste de râguebi França-África do Sul em Newland era uma indicação da confiança depositada pelas autoridades.

O secretário-geral da FIFA declarou-se, por seu turno, “extremamente satisfeito” pelos preparativos, acrescentando que o país tinha actualmente uma nota de 8 sobre 10 e que ela seria 10 sobre 10 a 11 de Junho, dia do início da competição.

LIGA DOS CAMPEÕES EUROPEUS EM FUTEBOL - "Dragões" no inferno londrino




ARRANCA hoje a ronda de oito jogos da segunda “mão” dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões Europeus, com o desafio entre Arsenal e FC Porto, a realizar-se a partir das 21:45 horas, no “Arsenal Stadium”, em Londres, a merecer nota de destaque

Se o Arsenal atravessa um bom momento e teve uma subida espectacular para o terceiro lugar da Primeira Liga Inglesa, atrás do Manchester United e do Chelsea, após uma primeira volta atordoada, o mesmo já não se pode dizer do FC Porto, que nos últimos jogos denotou muitas fragilidades, sobretudo na defesa.

Apesar de os “dragões” entrarem para este encontro em vantagem (2-1) na eliminatória, está visto que a tarefa será muito complicada, até porque o campeão português não guarda muito boas recordações das deslocações a Londres e, da última vez que enfrentou os “gunners”, saiu copiosamente derrotado por 4-0.

Nota de realce no FC Porto para o regresso à convocatória de Raul Meireles, Rolando, Fucile e ainda Hulk, que, estando interdito de jogar em provas domésticas, vai matando saudades da bola no campo internacional.

Do lado do Arsenal, persiste a dúvida quanto à utilização do “motor” do meio-campo Cesc Fabregas, que contraiu uma lesão no último fim-de-semana.

Noutro embate desta noite, Fiorentina recebe Bayern de Munique, com os bávaros em vantagem, mercê da sua vitória em casa por 2-1.

Calendário completo dos oitavos-de-final:

HOJE

Arsenal Stadium, Londres

Arsenal- FC Porto

Artemio Franchi, Florença

Fiorentina-Bayern de Munique

AMANHÃ

Santiago Bernabéu, Madrid

Real Madrid-Lyon

Old Trafford, Manchester

Manchester United-Milan

DIA 16 MARÇO

Ramón Sánchez-Pizjuán, Sevilha

Sevilha-CSKA Moscovo

Stamford Bridge, Londres

Chelsea-Inter de Milão

DIA 17 Março

Camp Nou, Barcelona

Barcelona-Estugarda

Stade Chaban-Delmas, Bordéus

Bordéus-Olimpiakos

Taça de Honra/Sojogo : AFCM premeia os melhores


OS melhores da Taça de Honra/Sojogo, prova destinada à rodagem das equipas da Cidade de Maputo no Moçambola, vão receber os seus prémios no dia 18 de Março corrente, segundo garantias dadas pelo presidente da Associação de Futebol na capital do país (AFCM), Victor Miguel.

O Desportivo, na qualidade de vencedor, terá, para além da taça e medalhas, 30 mil meticais, enquanto o segundo classificado, o Matchedje, terá medalhas e recebe 15 mil meticais. À equipa “fair-play” caberá 10 mil meticais.

Os restantes prémios a serem distribuídos são de carácter individual, a começar pelo guarda-redes menos batido, melhor equipa de arbitragem, melhores reportagens televisiva, radiofónica e de Imprensa, cada um com cinco mil meticais.

Entretanto, a AFCM está a fazer os últimos acertos para o início do Torneio de Abertura, previsto para o dia 27.

Para além de questões técnicas, a Associação ainda não concluiu com o processo de filiação dos clubes, que se prolongará até às vésperas da prova. Até este momento estão filiadas Académica, Estrela Vermelha, 1º de Maio, Águias Especiais e Beira-Mar da Catembe.

Onde estão elas agora: Maria Mutola rainha dos 800m


Sábado aparece como um dia muito grande para a Maria Mutola. Não é como estar escondidos em um call-sala antes de uma final de 800m nos campeonatos do mundo ou as Olimpíadas, mas ainda deve ser um dia sibilante-bum

Mutola de futebol do clube, Luso África - um lado as mulheres Sasol liga baseada em Germiston - face à equipa que apresenta um desafio à sua qualificação para os playoffs da liga.

"Nós estamos em segundo lugar, mas jogando a equipe em primeiro lugar" diz ela. "Se eles vencerem, vão ganhar nossa região e se o fizermos, nós vamos vencer. É um jogo muito grande."

Mutola tem despejado por luso desde 2009, um ano depois que ela se aposentou de dominar a cena 800m internacional para mais de uma década.

Agora vivendo em Bryanston e Moçambique -, depois de passar 16 anos de vida e de formação em Eugene, Oregon - diz o futebol é uma mudança bem-vinda a moagem de mais de 20 anos de meia-distância percorrida.

"É bom ter algo para fazer e da formação não é como era", diz ela. "É mais agradável, porque agora eu posso comer o que quiser. Se o tempo estiver ruim, eu posso dizer que eu não vou treinar. No passado, eu tinha que fazer o que ela diz no livro."

Dito isto, Mutola na melhor nick que a maioria dos 37-year-olds. Ela ainda treina na pista da Universidade Wits, às vezes dobrando a carga de trabalho com uma prática no Luso à noite.

Isto vai de alguma forma para explicar por que seus colegas mais jovens do futebol foram arrastando em seu caminho em seu papel como atacante.

"Nós já jogamos cinco ou seis jogos, e já marquei oito ou nove golos. Marquei quatro golos no primeiro jogo."

Mutola é deu uma volta completa a vida. Era uma jogadora de futebol que foi marcada pelo poeta José Craveirinha, que a convenceu a tentar correr.

O movimento fez Mutola, então com 14 anos, transformou-se nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988 como um dos talentos promissores de Moçambique. Enquanto corria o seu recorde pessoal na distância, ela ainda terminou em último no seu calor.
Mas a semente foi plantada por uma obsessão. "De repente, tudo que eu queria era ganhar uma medalha de ouro olímpica."

Seis Jogos Olímpicos depois (um dos quatro únicos atletas do atletismo ter conseguido que muitos jogos), não Mutola tem apenas executar sua raça, mas ela também teve sua época de ouro no quarto de pedir.

"A Olimpíada é uma daquelas coisas que vêm uma vez a cada quatro anos em sua carreira. Eu tinha que ir até três antes de finalmente ganhar no meu quarto. Vi Sydney como minha última chance de vencer."

Após decepção em Barcelona e Atlanta, Mutola e seu treinador passarão a campanha de Sydney, como uma operação militar.

"Nós tentamos fazer tudo perfeito: eu estava na Austrália, um mês e meio antes dos Jogos Olímpicos e eu mesma não foi considerada a permanecer na vila dos atletas porque eu tinha contraído pneumonia lá em Atlanta."

Surpreendentemente, a medalha de ouro em Sydney foi apenas sua segunda medalha olímpica (de ir com o bronze em Atlanta), em uma carreira em que ela dominou a 800 metros de 1993 a 2007.

Embora houvesse a validação em obter o ouro olímpico, o seu primeiro Campeonato do Mundo medalhas de ouro - interior e exterior em 1993 - eram seus destaques.

"Eu fui a primeira moçambicano a fazer isso e eu era uma campeão pela primeira vez. Os outros realmente não importavam, porque eu tinha feito isso."

Não que eu me aproximei dos outro como se eles não importassem. Ela acumulou 12 medalhas de campeonato do mundo de interiores e exteriores (10 medalhas de ouro, duas de prata e duas de bronze) e duas medalhas de ouro e uma de bronze nos Jogos da Commonwealth.

Dentro de casa, ela colocou em uma corrida incrível de vitórias de 1993 a 2006, perdendo apenas em 1999.

Ela tornour-se a única atleta a ganhar o US $ 1 milhão pote de ouro, depois de ganhar todas as suas corridas na Golden League 2003.

Apesar de seu gosto por carros - ela tem um Cadillac de 1952, e um Hummer H2 estacionado em sua garagem - ela vem como uma surpresa que ela não gastar um centavo do que em si mesma.

Em vez disso, ela colocou algumas delas em sua fundação, a Fundação Lurdes Mutola, de volta para casa e investir o restante em imóveis.

A fundação, que oferece bolsas de estudo para atletas e estudiosos em Moçambique e, geralmente, se concentra em tentar elevar seus compatriotas, é o que ocupa a maior parte de seu tempo.

As maiores exportações de Moçambique, Mutola é aliviado por estar fora dos holofotes.

"As pessoas sempre esperavam que eu ganhasse, eu gostava de receber telefonemas de Presidente (Joaqium) Chissano me desejando boa sorte.

"Tanto quanto foi motivante, ainda com um pouco de pressão, mas desde então tornamo-nos amigos."

Mutola ainda é uma fã de atletismo e se mantém actualizada sobre o que está acontecendo no desporto.

Ela pagaria para ver Usain Bolt correr, enquanto ela deu Caster Semenya um ombro para chorar por seus problemas com a IAAF.

"Ela me ligou depois que ela voltou de Berlim e pediu o meu apoio", diz ela. "Eu disse a ela que eu era totalmente solidária com ela, mas que precisava ser paciente e continuar treinando enquanto aguardava a IAAF a tomar sua decisão. Mas eu estou confusa agora, porque isso levá tanto tempo para se decidir."

Com a Copa do Mundo ao virar da esquina, recebendo bilhetes Mutola para que as suas equipas favoritas, Brasil e África do Sul, porque ela fala Português e passa a maior parte de seu tempo na África do Sul.

segunda-feira, 8 de março de 2010

TAÇA DE HONRA/SOJOGO: Ferroviário, 1-Desportivo, 2 - “Alvi-negros” batalhadores


O DESPORTIVO arrancou uma exibição que espevitou os seus adeptos e acabou manietando o Ferroviário, até este se render nalguns lances em que o guarda-redes Pinto ficou em apuros.

Entrando sem receios e fazendo valer as suas capacidades colectivas, os “alvi-negros” travaram uma luta renhida no miolo do terreno e, aproveitando-se do melhor performance dos seus atletas, casos de Zainadine Júnior, no eixo defensivo (fazia altas subidas para o ataque), Muandro, Félix e Steven na ofensiva, impuseram-se ao sistema táctico do adversário e a partida se transformou num cenário bastante interessante.

Nem o estado de forma e a experiência de que gozam os “locomotivas” pôde se impor aos “alvi-negros” face ao seu maior atrevimento e garra dentro do rectângulo do jogo.

O Desportivo lembrou aos seus adeptos os momentos áureos que atingiu no passado, com exibições de se lhe tirar o chapéu, trazendo um pouco daquilo que é a sua personalidade.

Sem perder tempo, os “alvi-negros” deram o aviso à navegação num remate de Steven, em que o esférico embateu no travessão, pela parte interior, e depois devolvido para longe da baliza. Foi um lance de belo feito, no qual o atacante “alvi-negro” foi colocado entre os centrais e, após se aliviar, precipitou-se em atirar quando tinha espaço para escolher o melhor ângulo.

Com alguma confiança e maior atrevimento, o Desportivo só não chegou ao golo nos minutos iniciais por falta de frieza, sendo que Muandro foi egoísta nalguns lances em que podia servir o homem melhor posicionado para visar.

E pagou por estas infantilidades, pois o Ferroviário não brincou em serviço quando próximo da baliza adversária, dando lição de que as oportunidades é para serem exploradas. Sonito, que de “alvi-negro” virou “locomotiva”, tentou vingar-se e tirar maiores créditos de Chiquinho Conde, foi ele que assistiu Jerry, num centro bem projectado pela direita, para o “rato” bater categoricamente Gervásio. Decorriam 22 minutos.

Porém, a reacção “alvi-negra” não tardou e a igualdade foi estabelecida nos três minutos seguintes, na sequência de um pontapé de canto, com Félix a aparecer no meio da confusão e cabecear certeiro. O “keeper” Pinto fez-se ao lance, mas os seus “centrais” foram antecipados na sobra junto do primeiro poste. Vai daí, veio a alegria “alvi-negra” e os níveis de confiança também se elevaram.

A luta pela posse da bola foi também cada vez mais renhida e diga-se que o Desportivo foi quem soube tirar proveito das falhas do adversário, num dia que o lateral direito Zainadine Júnior explorou todo o seu corredor, apoiando perfeitamente os seus companheiros mais adiantados. Foi ele o autor do golo da vitória, aos 38 minutos, num passe progressivo do “veterano” Nelinho, colocando Zainadine livre de contrários, para uma saída inglória de Pinto. Aliás, Nelinho, o trinco mais velho do país, quase surpreendeu Pinto que, adiantado dos postes, viu o esférico a roçar as malhas laterais, a anteceder o lance do tento da vitória.

Os “alvi-negros” vieram do intervalo com a lição bem estudada, estancaram as linhas de passe dos “locomotivas”, fechando os caminhos para a sua baliza, ao mesmo tempo que desciam rápidos em contra-ataque. O Ferroviário foi atrás do prejuízo, mas sem sucesso. No único lance clarividente, Jerry, de trás para frente na grande área, atirou alto.

O árbitro da partida, Ainad Ussene, esteve em cima dos acontecimentos, mas com algumas falhas.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Ainad Ussene, auxiliado por João Paulo e Célio Mugabe. Quarto árbitro: Mateus Infante.

FERROVIÁRIO – Pinto; Rafael (Zabula), Butana (Jair), Whisky e Michael; Danito Parruque (Joca), Ítalo, Momed Hagy e Mendes (Tchaka); Sonito e Jerry.

DESPORTIVO – Gervásio; Zainadine Júnior; Emídio, Baúte e Cândido; Dino, Nelinho, Tchitcho (Binó) e Muandro; Félix (Isac) e Steven (James).

Acção disciplinar: cartão amarelo Butana, Whisky, Joca, Zainadine Júnior e Baúte.

TAÇA DE HONRA/SOJOGO: “Águia” irreverente no pedestal de honr


O DESPORTIVO conquistou, sábado, a Taça de Honra/Sojogo em Futebol, ao derrotar o Ferroviário por 2-1, na quinta e última jornada da prova. A partida teve uma assistência assinalável, no campo do Maxaquene, e foi revestida de momentos de grandes emoções, pelo alto nível de competitividade demonstrado pelas duas equipas.

Os “alvi-negros”, que até ao vigésimo segundo minuto perdiam por 1-0, com o golo do infalível Jerry, reagiram de imediato e restabeleceram o empate três minutos depois por intermédio de Félix. Imbuídos de espírito combativo, evidenciando sólida coesão e um futebol colectivo, os “alvi-negros” fixaram o resultado final ainda na primeira parte, com um golo de belo efeito de Zainadine Júnior, aos 38 minutos.

Diga-se, em abono da verdade, que o Desportivo ganhou o troféu mercê da sua maior dedicação e sagacidade. Isso justifica-se pela trajectória brilhante durante as cinco jornadas disputadas, ao fim das quais não conheceu o sabor amargo da derrota, contabilizando ao fim da prova três vitórias e dois empates.

Noutro jogo da tarde, que antecipou o embate decisivo, também entre colossos da nossa praça, Maxaquene desfeiteou Costa do Sol por 2-0, em mais uma partida em que a sua rapaziada esteve altamente inspirada. Os “tricolores” souberam tirar proveito das oportunidades que tiveram, graças ao alto grau de objectividade que caracterizou a sua actuação, com os jovens Tony e Hélder Pelembe a saberem fazer valer as suas capacidades no sector ofensivo.

Coube a Hélder Pelembe abrir o activo e, noutro lance em que Tony apareceu isolado na zona de rigor, foi carregado pelas costas pelo “central” Jonas e ganhou uma grande penalidade bem convertida por Gabito. Na classificação final, o Desportivo somou 11 pontos, seguido do Matchedje 10, Liga Muçulmana oito, Ferroviário seis, Maxaquene cinco e Costa do Sol, último classificado, apenas dois.

O troféu referente a esta competição foi entregue a Emídio, “capitão” dos “alvi-negros”, por um representante da Sojogo, a empresa patrocinadora da Taça de Honra.

SALVADOR NHANTUMBO

TAÇA DE HONRA/SOJOGO: Costa do Sol, 0-Maxaquene, 2 - “Tricolores” mais atrevidos




O ORGULHO “canarinho” não se fez sentir. Apesar de um futebol bem articulado, o Costa do Sol não teve soluções no sector ofensivo.

Tó acusou falta de prontidão, enquanto Ruben, com quem fazia a dupla de ataque nesta nova experiência do “mister” João Chissano, batalhava sem descansar à procura de fazer melhor assistência àquele.

Josimar se esforçou para abrir o jogo ofensivo pela esquerda, entrando à diagonal, para baralhar os “centrais” e fez algumas perfeitas combinações com Tó e Ruben, mas faltaram soluções para marcar. Na primeira articulação triangular, Ruben isolou-se em posição considerada irregular pelo juiz da partida. Na segunda, Ruben foi novamente assistido por Josimar e é desarmado, mas a bola sobra para Tó, para este desperdiçar a oportunidade de marcar.

Foram duas ocasiões em menos de 10 minutos, abrindo espaço para o Maxaquene se concentrar cada vez melhor, com o jovem atacante Tony a criar alvoroço na baliza defendida por Joaquim. No primeiro frente-a-frente com o guarda-redes “canarinho”, Tony viu o esférico a roçar o poste com um desvio subtil.

Tendo o apoio de Eboh pela esquerda e Eládio pelo lado contrário, Tony foi o mais astuto pela sua rapidez e fez uma bela combinação com Hélder Pelembe, este que registou o primeiro tento “tricolor” aos 63 minutos, concluindo um centro de Eusébio. Este tento até surgiu tardiamente, pois o Maxaquene teve imensas possibilidades de o fazer ainda na primeira parte, em que tanto Eboh como Macamito por pouco não acertaram a baliza.

Mas o lance mais clarividente pertenceu a Hélder Pelembe que, num ressalto de bola à entrada da grande área “canarinha”, tentou desenhar um “chapéu” a Joaquim, mas este saiu com garras e na meia-lua lançou-se evitando o pior. O árbitro assistente assinalou falta, pois o guarda-redes jogou a bola com as mãos fora da grande área, mas Eládio não atinou com a baliza.

Na jogada seguinte, Eboh apareceu entre os “centrais” a desviar com êxito mais um centro de Eládio, mas o árbitro Paulo Buque considerou acção faltosa do jogador “tricolor” na disputa do esférico, uma decisão menos clara. Contudo, o Maxaquene acabou conseguindo o que queria, porque soube se movimentar no terreno, valendo ainda a velocidade dos seus atacantes, nomeadamente Tony e Hélder Pelembe, com mais evidência para o primeiro.

O segundo golo foi na sequência do seu derrube sobre a área, quando já estava um passo à frente da defensiva e pronto a marcar. O “central” Jonas não o deixou progredir e, próximo do lance, Paulo Buque assinalou penalte, bem convertido por Gabito.

O árbitro foi infeliz nalgumas decisões, mas não influenciou no resultado.

FICHA TÉCNICA

Árbitro: Paulo Buque, auxiliado por Henriques Langa e Salomão José. Quarto árbitro: Farisse João.

COSTA DO SOL – Joaquim; João, Manuelito, Jonas e Dito; Perry, Payó, Mambo e Josimar (Gomessane); Ruben (Escuro) e Tó (Egídio).

MAXAQUENE – Nelinho; Vovote, Délcio, Gabito e Eusébio; Eládio, Macamito (Liberty), Alvarito e Eboh (Mustafá); Hélder Pelembe (Aníbal) e Tony.

Acção disciplinar: cartão amarelo Manuelito, Macamito e Tony.



GILBERTO Mendes já governa na natação moçambicana, desde sexta-feira, altura em que o elenco por si dirigido tomou posse para um mandato de quatro anos, num acto que teve lugar no Comité Olímpico de Moçambique.

O novo presidente da Federação Moçambicana de Natação (FMN) apelou aos seus colegas para que aproveitem as oportunidades que forem a surgir em benefício da modalidade, de forma a elevar a qualidade competitiva e que o país consiga atingir patamares mais altos a nível internacional.

Gilberto Mendes anotou que a fasquia colocada para a sua Direcção é alta pelos desafios que se apresentam, começando pela organização da própria estrutura da modalidade, legalização da federação e promoção do associativismo, o que passa pela criação de associações e surgimento de mais clubes e praticantes, entre outros.

O novo timoneiro da natação nacional realçou que, quando se assume uma missão, ela deve ser cumprida, chamando a atenção aos seus colaboradores para muita dedicação e empenho para identificar os obstáculos e respectivas soluções, que é o rumo a seguir para o desenvolvimento da modalidade.

A nova Direcção da FMN traz consigo um plano estratégico de desenvolvimento da natação, que passa por apostar, em articulação com as associações e clubes, na formação de praticantes, designadamente na identificação, detecção e desenvolvimento de talentos, bem como na evolução das condições da prática da modalidade, com particular ênfase no acompanhamento dos jovens nos planos sociais e educativos.

O alargamento substancial da base de praticantes federados, assente no carácter utilitário (ligado a questões de saúde) da modalidade, através de estratégias concretas que facilitem a filiação na FMN, transmitindo de forma mais fiel a real dimensão da natação nas suas diversas vertentes e formas de prática, fazem também parte da aposta da equipa encabeçada por Gilberto Mendes.

Falando na ocasião, em representação do Ministério da Juventude e Desportos, o inspector-geral do MJD, José Dimitri, disse que com a tomada de posse da nova Direcção da Federação estava aberta uma nova página na família da natação e que era necessário capitalizar o diálogo, de modo a procurar soluções para dinamizar a modalidade com vista ao seu desenvolvimento e obtenção de marcas e resultados positivos a nível interno, regional e internacional.

Recomendou à nova Direcção que a natação deve ter como suporte actores que dediquem o seu esforço por amor e respeito à dignidade moral e ética de todos os amantes da natação, em particular, e da sociedade moçambicana, em geral.

Dimitri salientou que as preocupações e as motivações pessoais não se devem sobrepor ao espírito colegial que deve caracterizar o relacionamento entre os fazedores da natação no país, e a gestão da modalidade deve privilegiar a participação, transparência e responsabilidade.

O inspector-geral do MJD ajuntou que, para que sejam logrados os objectivos dos Jogos Africanos de Maputo-2011, a FMN deve iniciar desde já o processo de preparação dos atletas que representarão o país no evento.

Dimitri destacou, igualmente, o trabalho feito pela Comissão Administrativa que geriu a modalidade durante pouco mais de um ano, devido à anarquia que a modalidade vivia desde que foram impugnadas as anteriores eleições, realizadas em 2007, devido a irregularidades detectadas no processo.

Na ocasião, o presidente da comissão ora extinta, Cremildo Gonçalves, entregou as pastas de património e as chaves da FMN à nova Direcção, para poder seguir em frente com os trabalhos iniciados.

TAÇA DE HONRA/SOJOGO: CLASSIFICAÇÃO FINAL

J V E D G P

DESPORTIVO 5 3 2 0 5-1 11

Matchedje 5 3 1 1 5-3 10

Liga Muçulmana 5 2 2 1 5-4 8

Fer. Maputo 5 2 0 3 4-6 6

Maxaquene 5 1 2 2 4-6 5

Costa do Sol 5 0 2 2 3-7 2

Federação Moçambicana de Natação: Novo elenco da FMN



MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL

Presidente: Carlos Comé

Vice-presidente: Sérgio Miguel

Secretário: Carlos Dinis

DIRECÇÃO

Presidente: Gilberto Mendes

Vice-presidentes: Odete Simão (primeiro) e Deolinda Mabote (segundo)

Secretário-Geral: Fernando Campine

CONSELHO FISCAL

Presidente: Edgar Chitsondzo

Vice-presidente: Manuel Mbongane

Secretário: António Rosário

CONSELHO TÉCNICO

Presidente: Nelson Marques

Vice-presidente: Valério Domingos

Secretário: Fernando Miguel

CONSELHO DE ARBITRAGEM

Presidente: Lourenço Mascarenhas

Vice-presidente: Maurício Roberto

Secretário: Benjamim Martins

CONSELHO JURIDISCIONAL E DISCIPLINAR

Presidente: Ezequiel Cuco

Vice-presidente: Vânia Francine

Secretário: Sérgio Raimundo

Escândalos deixam Adriano com ida ao “Mundial” em risco


ADRIANO recebeu mais um aviso de Dunga, a propósito do seu comportamento social e tem a ida ao “Mundial” em risco.

Isto aconteceu horas depois de se saber que o jogador tinha desaparecido, faltando ao jogo de sábado do Flamengo, após um escândalo armado pela namorada.

Após regressar de Londres, onde esteve pela selecção do Brasil, o “Imperador” foi a uma festa na Barra da Tijuca. De lá, acompanhado por cerca de dez jogadores do Flamengo, seguiu para uma festa na favela da Chatuba, onde nasceu. Pouco tempo depois de chegar ao local, foi surpreendido pelos gritos da namorada, Joana Machado.

Alterada e ofendendo os atletas do Fla, a noiva de Adriano apedrejou o carro do “Imperador” (que ficou bastante danificado) e os de outros três jogadores. Perante o espanto generalizado, Adriano apareceu e empurrou-a, fazendo-a cair. Depois de abandonar o local, visivelmente envergonhado, Adriano conversou com a Direcção e foi dispensado até hoje, segunda-feira.