sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Braga eliminado da Taça de Portugal


O RIO Ave conseguiu, quarta-feira, derrotar o Sp. Braga na lotaria das grandes penalidades (6-5), após o jogo ter terminado empatado a zero. Com este resultado, os vila-condenses estão apurados para as meias-finais da Taça de Portugal.

O Sp. Braga, sem alguma das suas peças fulcrais por castigo (Vandinho e Mossoró), sofreu a primeira derrota em casa e acabou por ser afastado da Taça de Portugal.

Na primeira parte as ocasiões de perigo escassearam e nenhuma das equipas revelava a arte necessária para superar as respectivas defesas. Na segunda parte, os guarda-redes foram obrigados a mais trabalho, com Eduardo, do Sp. Braga, a fazer duas defesas seguidas de qualidade.

No entanto, as balizas estavam fechadas a sete chaves e o jogo chegou ao fim do tempo regulamentar sem golos. No prolongamento, a história foi a mesma e teve de ser decidido na lotaria das grandes penalidades.

No 17º penalte o experiente defesa do Rio Ave, Gaspar, marcou e colocou os vila-condenses em vantagem. Na resposta, Rodriguez, do Sp. Braga, acabou por falhar e a sua equipa foi eliminada.

Campeonato Português de Futebol: Benfica lidera à condição



CARDOZO (10 minu.), Saviola (60 minu.) e Ruben Amorim (89 minu.) fizeram os golos da vitória do Benfica sobre o U. Leiria (3-0). Partida antecipada da 20ª jornada que vale aos “encarnados” a liderança isolada do Campeonato Português de Futebol, ainda que à condição, uma vez que têm agora mais um jogo que o Sp. Braga.

Esteve muito competente a equipa da Luz, que pediu a antecipação desta partida devido ao calendário apertado por altura da Liga Europa – joga a 18 e depois a 23 com o Hertha Berlim, não podendo por isso jogar a 21 com os leirienses. Logo aos 10 minutos Cardozo fez de cabeça o primeiro golo (o 16º no campeonato), após excelente combinação de Saviola e Aimar.

O marcador só voltou a funcionar na segunda parte, mas até lá os “encarnados” dominaram por completo, desenharam bem no relvado, não permitindo quaisquer veleidades ao adversário.

O segundo golo chegou também dos pés de Saviola, desta feita ele próprio na finalização, numa altura em que o Benfica se debatia com (ligeira) tentativa do U. Leiria em inverter o rumo dos acontecimentos.

Logo depois, expulsão de Elias deitou por terra quaisquer esperanças da equipa da cidade do Lis, que teve ainda de jogar os derradeiros minutos da partida com o guarda-redes Djuricic em clara inferioridade física. Nesse período, Ruben Amorim, num remate de fora da área, fechou a conta do marcador, apontando o golo 50 do Benfica na competição em 18 jogos.

A equipa de Jorge Jesus salta então para a liderança isolada, com 45 pontos, mais três do que Sp. Braga e nove do que FC Porto, os mais directos adversários na luta pelo título que têm agora menos um jogo disputado. Já o U. Leiria segue na quinta posição, com 26 pontos, menos um que Sporting, mas também em risco de ser ultrapassado por Nacional e V. Guimarães.

Eliminatórias do CAN-2012: Sorteio a 20 deste mês


O SORTEIO das eliminatórias da 28ª edição do Campeonato Africano das Nações de futebol (CAN-2012) decorrerá a 20 deste em Lubumbashi, capital da província do Katanga, na República Democrática do Congo (RDC), soube quarta-feira em Kinshasa a PANA de fonte da Federação Congolesa de Futebol (FECOFA).

Dos 53 países membros da Confederação Africana de Futebol (CAF), oito ainda não confirmaram a sua participação. Trata-se de Djibuti, da Eritreia, da Guiné-Bissau, do Lesoto, da Mauritânia, de São Tomé e Príncipe, das Seychelles e do Sudão.

A fase final da edição de 2012 do CAN será co-organizada pelo Gabão e pela Guiné Equatorial.

O sorteio das eliminatórias será feito à margem do jogo da Supertaça de África que terá lugar na capital congolesa do cobre (Lubumbashi) entre o Le Tout Puissant Mazembe desta cidade, detentor do título da 14ª edição da Liga Africana dos Campeões e o Stade Malien de Bamako, vencedor da sexta edição da Taça da Confederação.

Equipa de meninas lidera campeonato de rapazes

AS meninas do Atlético de Madrid estão a deixar dezenas de rapazes a corar de vergonha. A equipa Alevín A, com jogadoras de 10 e 11 anos, lidera o campeonato da categoria em Espanha. Com um pormenor delicioso: as restantes formações são exclusivamente masculinas!

“Nunca na história do futebol feminino uma equipa chegou ao ponto mais alto num campeonato com equipas masculinas. É um grande orgulho e satisfação”, reconhece o técnico David Fernández, de apenas 20 anos.

No Grupo 10 de Futebol de 7, na categoria Avelín, não há como elas. A outra equipa feminina é precisamente a formação B do Atlético de Madrid, colocada no 12º lugar entre 13 equipas. A equipa A lidera com 25 pontos em 9 jogos, 32 golos marcados, 6 golos sofridos e muitas piadas pelo meio.

As capitãs de equipa, Raquel Poza, Laura Bravo e Sandra Calvo relatam a sua experiência no terreno de jogo, frente a elementos do sexo oposto: “Em alguns jogos, chamam-nos de barbies e outro tipo de insultos, mas fazemos como se não ouvíssemos nada. É a primeira vez que estamos na frente da classificação e esperamos ficar muito tempo nessa posição”.

O jovem técnico da equipa, David Fernández, acrescenta pormenores. “Reparei que, sempre que uma equipa feminina vence uma masculina, os rapazes choram por terem perdido com raparigas, sentem-se impotentes. Digo sempre às minhas jogadoras para irem cumprimentar os adversários, mas estes muitas vezes recusam fazê-lo”, lamenta.

“O que mais prejudica o futebol feminino é a sociedade. Eu não vejo diferenças nas camadas jovens entre uma rapariga e um rapaz. Muitas raparigas jogam melhor que os rapazes e em alguns casos demonstram mais força e garra para vencer as partidas”, remata David Fernández.

(Maisfutebol)

quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Moçambique cai 10 lugares


A péssima prestação no CAN Orange de Angola-2010 está na origem da descida dos “Mambas” que, mesmo assim, são a terceira melhor cotada no grupo das selecções lusófonas.

A Federação Internacional de Futebol, FIFA, actualizou ontem a lista do ranking de selecções, que teve como principais modificações as ascensões e quedas das selecções da África, que disputaram nas últimas semanas o Campeonato Africano das Nações.

Uma das referidas selecções africanas é a moçambicana, os “Mambas”, que teve, diga-se, uma queda “meteórica”.

Septuagésima segunda colocada na actualização efectuada a 16 de Dezembro passado, com 462 pontos, a nossa selecção desceu agora, dez lugares, ocupando a octogésima segunda posição, com 384 pontos.

Este cenário ficou a dever-se à péssima prestação do combinado nacional no recém-terminado Campeonato Africano das Nações, CAN Orange-2010, que teve lugar de 10 a 31 de Janeiro em Angola.

Na prova, Moçambique, que na primeira fase esteve inserido no Grupo C, com as selecções do Egipto, Nigéria e Benin, não passou do último lugar, tendo somado somente um ponto, fruto do empate com o Benin a dois golos na jornada inaugural. Nos restantes confrontos, lembre-se, a nossa selecção nacional somou derrotas (2-0 frente ao Egipto e 3-0 diante da Nigéria).

CAMPEÃO EGIPTO SOBE 14 POSTOS

Nesta primeira lista da temporada de 2010, a maior surpresa foi a grande ascensão do Egipto, devido a mais um título do Campeonato Africano das Nações. A selecção do país das pirâmides subiu 14 postos no ranking e bateu o seu recorde - ocupa agora a décima posição - e entrou para o “Top-10”, relegando a Croácia para o 11.º lugar.

Esta é a segunda melhor posição de uma selecção africana, só superada pelo quinto lugar da Nigéria em 1994. O CAN ainda beneficiou nações como a Nigéria, que subiu sete posições, figurando no 15º lugar. A vice-campeã africana, Gana, ascendeu também sete postos, aparecendo em 27º lugar.

Angola, que alcançou pela primeira vez os quartos-de-final da CAN, escalou sete posições e estacionou no 88.º lugar.

ESPANHA CONSERVA LIDERANÇA

A Espanha manteve a liderança. Os actuais campeões europeus têm uma vantagem de 59 pontos (tem 1.627 pontos) em relação ao pentacampeão mundial, Brasil, segundo colocado no ranking da entidade, com 1.568.

Os espanhóis e brasileiros são dois dos maiores favoritos para a conquista do Campeonato do Mundo da África do Sul, que será realizado este ano na África do Sul.

No “Top-5” da lista, além de Espanha e Brasil, respectivamente, encontram-se a Holanda, Itália e Portugal, sendo que os holandeses, terceiros colocados, estão longe da selecção brasileira, com uma desvantagem de quase 300 pontos.

Futebol – Final do Torneio “O Treinador”: Heróis maxaquenenses



EM pleno 3 de Fevereiro, Dia dos Heróis Moçambicanos, os maxaquenenses foram os grandes heróis da primeira competição futebolística da temporada 2010, o Torneio “O Treinador”, cujo epílogo teve lugar ontem, no seu campo.

Numa final emocionante, apesar de as equipas terem evidenciado alguma ausência de entrosamento face à entrada de jogadores novos, o Maxaquene conquistou esta prova pela segunda vez consecutiva, mercê da sua vitória sobre o Ferroviário por uma bola sem resposta, tento da autoria do ex-atacante dos “locomotivas” do Chiveve, Tony, quando eram decorridos 69 minutos. Tendo os “tricolores” como vencedores – receberam o respectivo troféu – o segundo lugar da prova coube aos campeões nacionais, o terceiro ao Matchedje e o quarto e último ao Desportivo.

Nesta altura do princípio da época, a principal curiosidade dos adeptos residia na identificação dos reforços, observar como a sua equipa actua e começar já a fazer conjecturas em relação ao futuro. No caso da partida de ontem, o facto de se tratar de uma final teve o seu peso e, nas quatro linhas, o empenho dos artistas foi irrefutável. Imprimindo velocidade ao desafio, ambos os conjuntos procuraram sempre estar próximos da baliza contrária, mas o que se viu, essencialmente, foi uma concentração do jogo na zona nevrálgica, onde se travaram grandes batalhas.

Mesmo assim, algumas fugas para a frente atacante eram protagonizadas, do lado “tricolor” por Tony, que parece estar a encaixar-se perfeitamente no esquema de jogo da turma de Arnaldo Salvado, Hélder Pelembe e Eboh; pela banda “locomotiva” através de Jerry, no entanto, sem grande impacto, pois a sua muleta Luís, incompreensivelmente, jogava longe do seu lugar habitual, daí que o apoio ao jovem ponta-de-lança acabava sendo produto da acção dos meio-campistas Danito Parruque, Momed Hagy e Ítalo, este último a fazer as delícias dos adeptos com os seus geniais toques de bola.

A desfrutar, globalmente, do maior quinhão de lances de ataque, o Maxaquene viria a construir a vitória num lance de extraordinário envolvimento de Tony, senão vejamos: primeiro, remata forte para uma defesa de recurso do guarda-redes Muhamad, cedendo pontapé de canto; depois, na sequência deste, a nova aquisição “tricolor” mete a cabeça à bola e atira vitoriosamente.

O esforço do Ferroviário para também chegar ao golo foi uma realidade, só que as duas formações, nessa altura, já jogavam com segundas equipas, devido às intermináveis substituições que efectuaram, para além das constantes paragens no jogo e sua consequente quebra de ritmo.

O juiz da partida, ao que tudo indica, ainda está de férias. Atrapalhou-se incrivelmente em relação às faltas, tendo os “tricolores” sido os mais prejudicados.

FICHA DO JOGO

Árbitro: Aníbal Armando, coadjuvado por Baltazar Hilário e Teófilo Mungói. Quarto árbitro: Arlindo Silvano

MAXAQUENE – Samito; Vovito, Dércio, Nito e Eusébio; Eládio (Kito), Alvarito (Mustafá) e Eboh (Liberty); Hélder (Clarêncio), Tony (Aníbal) e Macamito (Reginaldo)

FERROVIÁRIO – Pinto (Muhamad); Butana (Rafael), Zabula, Tony e Michael (Fred); Whisky, Momed Hagy (Valdo), Danito Parruque (Tchaka) e Ítalo (Mendes); Luís e Jerry (Imo)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Jerry, Danito Parruque e WhiskyGolo: Tony, aos 69 minutos.

Eleições à porta no início de 2010: Mudanças nas federações e clubes!



O DEALBAR do ano de 2010 está a ser caracterizado por verdadeiras mudanças nos corpos directivos de diversas agremiações desportivas, entre federações e clubes, num exercício franco, aberto e participado que está a revelar uma certa maturidade democrática no movimento associativo desportivo do nosso país.

Só nos próximos dias estão agendadas quatro assembleias-gerais que têm como pano de fundo precisamente as eleições, designadamente nas Federações Moçambicana de Natação, já esta amanhã, e de Basquetebol, no dia 27 de Fevereiro, assim como nos clubes Matchedje, no sábado, e Maxaquene, a 3 de Março, estando previstas, na maior parte dos casos, alterações profundas no actual xadrez.

Na Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), onde o escrutínio é aguardado com inusitada expectativa, dado os múltiplos e divergentes interesses que gravitam à volta das eleições e, principalmente, em relação ao futuro elenco, Ilídio Caifaz, actual presidente, já anunciou e reitera que não se candidatará para um novo mandado, por entender que “já chega”de dirigismo à frente da instituição-mãe da bola-ao-cesto nacional, independentemente de uns aplaudirem o seu consulado e outros pura e simplesmente o desprezarem.

Apesar de a votação somente acontecer daqui a três semanas e, sobretudo, porque ainda não se conhecem candidatos à sua sucessão, Caifaz afirma-se inamovível na sua decisão de não concorrer para uma governação de mais quatro anos, deixando o lugar para outros interessados em assumir o “cadeirão” da FMB. Na sua equipa, recorde-se, o ex-internacional do Estrela Vermelha, onde se iniciou sob a batuta de Luís Cezerilo, e do Maxaquene trabalhou com Pedro Nhatitima, Vivian Albino, Orlando Conde, Carlos Tomo, Arnaldo Bene, Diogo Milagre, entre outros notáveis da modalidade.

GOVERNAR NA LAMA

Sucessor de Aníbal Manave, actualmente presidente da Confederação de Basquetebol da Zona VI, Ilídio Caifaz concorreu e derrotou o beirense Ricardo Portugal, no sufrágio realizado em 2005.

O seu mandado expirou nos meados do ano transacto, porém, preferiu adiar a votação devido aos compromissos que a FMB ainda tinha pela frente, nomeadamente os Afrobásquete de seniores masculinos, em Agosto, na Líbia, e de femininos, em Outubro, em Madagáscar, para além do de Sub-20 Masculino, disputado em Setembro, na nossa capital.

Os seus detractores – que são muitos, tal como é apanágio na bola-ao-cesto moçambicana, onde a intriga e o divisionismo são o pão de cada dia – não lhe pouparam críticas, afirmando que, mesmo tendo em conta aquelas importantes competições continentais, Caifaz devia ter promovido a assembleia-geral eleitoral em tempo útil, daí que viam nessa atitude como uma tentativa de perpetuar o seu consulado, que o caracterizam como tendo sido uma lástima, em razão dos fracos resultados competitivos das nossas selecções nas provas africanas, para além de, por exemplo nos seniores femininos e nas camadas inferiores, os campeonatos nacionais praticamente terem desaparecido da agenda.

Entretanto, na nossa análise desapaixonada, Caifaz abandona a FMB de cabeça erguida, tendo sido obreiro de um ganho extremamente importante para a modalidade: a constituição da Liga Nacional de Basquetebol, patrocinada pela Vodacom, que somente com duas edições disputadas conseguiu aglutinar no capítulo competitivo todas as províncias do país, o que há muito não acontecia, daí se considerar a Liga Vodacom uma verdadeira prova nacional e que tanto na primeira como na segunda edição foi qualquer coisa de extraordinário.

Por outro lado, se as anteriores Direcções da Federação apenas se preocupavam com a selecção feminina, em virtude da sua excelente performance no plano internacional, Ilídio Caifaz resgatou, e conseguiu, a aura masculina, permitindo o regresso da equipa nacional aos campeonatos africanos.

Tratou-se de uma decisão arrojada e de certo modo polémica, pois considerada uma “loucura” por alguns sectores da modalidade, mas que hoje é unanimemente considerada inteligente, porquanto temos novamente os seniores masculinos com competições mais entusiásticas e os adeptos também mais próximos do basquetebol.

Este é o legado que o actual presidente deixa para o seu ainda desconhecido sucessor e que este, seguramente, não irá atirá-lo para o caixote de lixo, sob pena de fazer desmoronar uma parte do grande edifício basquetebolístico que se construiu nos últimos quatro anos.

MILITARES EM… PAZ

No sábado, a partir das nove horas, na sua sede, o Clube Desportivo Matchedje reúne-se em Assembleia-Geral Ordinária, na qual o sufrágio polarizará as atenções dos associados. Eugénio Chongo, presidente dos “militares” desde há quatro anos, disse que não sabe se se recandidatará ou não, dependendo tudo da vontade do colégio directivo por si encabeçado.

Segundo ele, estava previsto para ontem à noite um encontro da Direcção, tendo como pano de fundo precisamente a preparação da reunião magna de sábado, tendo em conta que, para além das eleições, serão debatidos outros assuntos de interesse para o clube, como são os relatórios de actividades e de contas de 2006-2009. Mas terá sido no encontro de ontem à noite que ficou decidido se Chongo avança ou então cede o posto a um outro colega.

De acordo com o regulamento eleitoral em nossa posse e assinado pelo presidente da Mesa da Assembleia-Geral, José Beca Chágua, as listas a submeter ao sufrágio tinham como data-limite de entrega na secretaria da colectividade o dia de ontem, 2 de Fevereiro, devendo a sua divulgação ocorrer 24 horas antes da votação, isto é, na sexta-feira.

Espera-se o escrutínio no Clube Desportivo Matchedje seja pacífico, até porque, a despeito de o regulamento eleitoral, no capítulo da elegibilidade, não destrinçar os candidatos entre militares e civis – sinónimo de que o clube está aberto a aceitar um presidente civil -, tudo indica que o homem-forte da colectividade sairá da classe castrense.

Noutras esferas eleitorais, destaque para a votação a ocorrer esta sexta-feira, na Federação Moçambicana de Natação, naquilo que será o ponto final a um longo período de ausência de um elenco federativo devidamente proclamando por sufrágio directo e universal. Três candidatos concorrem ao trono, designadamente o actor e antigo nadador Gilberto Mendes, o ex-praticante, juiz e cronometrista Hélder Nguluve, e Momed Essaque, membro da actual comissão administrativa.

O ambiente na natação assemelha-se a uma piscina de águas turvas e onde musculadas rãs se digladiam pelo melhor espaço. Desde 2007 que a Federação Moçambicana de Natação funciona sem uma presidência efectiva.

Quando Mussagy Jeichande saiu, os destinos da instituição ficaram a cargo da sua vice-presidente, Yolanda Mussá, tendo as contradições entre os diferentes actores degenerado numa situação de ingovernabilidade. Foi nesta sequência que o Ministério da Juventude e Desportos acabou por nomear uma comissão administrativa, tendo como mandato conduzir os destinos da modalidade, preparar e organizar as eleições ora marcadas para sexta-feira, na sede do Comité Olímpico de Moçambique.

A fechar o ciclo está o escrutínio no Clube de Desportos da Maxaquene, aprazada para 3 de Março, numa Assembleia-geral Extraordinária, segundo deliberação tomada no sábado, no decorrer de um encontro ordinário dos sócios “tricolores”.

Embora ainda não sejam conhecidos os prováveis candidatos à presidência, tudo leva a crer que Solomone Cossa, presentemente à cabeça da Comissão de Gestão, será o único concorrente a ocupar o posto deixado vago por Rafindine Mahomed, que se demitiu após uma assembleia inconclusiva e na qual foram detectadas graves irregularidades na inscrição dos sócios.

Robinho no Santos



O MANCHESTER City emprestou Robinho ao Santos até ao final da época, todavia o extremo ponderá ficar mais quatro anos caso o clube paulista o queira.

O “príncipe”, como é apelidado no clube, chegou com o “rei” Pelé à Vila Belmiro, e aterraram ambos de helicóptero num estádio repleto de fãs.

Robinho, perante milhares de adeptos delirantes, mostrou a sua satisfação pelo “regresso à casa”: “Tenho um amor muito grande pelo Santos, que é o clube que me projectou no futebol. Tive sempre muito orgulho em vestir esta camisola e quero ver todos felizes com vitórias”.

“Quando chegamos a um clube e nos sentimos bem podemos ficar mais tempo. Se o presidente Luis Álvaro Ribeiro quiser fico até por qu

Resultados completos e classificação final

1ª jornada

Maxaquene-Matchedje (1-0)

Ferroviário-Desportivo (2-1)

2ª jornada

Ferroviário-Matchedje (0-0)

Maxaquene-Desportivo (2-0)

3ª jornada

Desportivo-Matchedje (2-2)

Maxaquene-Ferroviário (1-0)

J V E D B P

MAXAQUENE 3 3 0 0 5-0 6

Ferroviário 3 1 1 1 2-2 4

Matchedje 3 0 2 1 2-3 2

Desportivo 3 0 1 2 3-6 1

Contra o Togo no CAN de Angola: UA exige detenção de autores do ataque


A UNIÃO Africana (UA) instou os países não africanos onde foi organizado, concebido e reivindicado o ataque terrorista contra a Selecção do Togo em Angola a colaborarem com o Governo angolano na detenção e no julgamento dos responsáveis pelo acto, soube a PANA em Addis-Abeba, capital da Etiópia.

De acordo com uma decisão da 14ª Cimeira da UA realizada entre 31 de Janeiro e 2 de Fevereiro deste ano na capital etíope, os líderes africanos condenaram "veementemente" o acto perpetrado a 8 de Janeiro e exigiram a cooperação destes países para a detenção e o julgamento dos autores do ataque contra a selecção togolesa de futebol que devia disputar o 27º Campeonato Africano das Nações (CAN-2010).

"Os países não africanos onde o acto terrorista em causa foi organizado, concebido e finalmente reivindicado devem colaborar com o Governo de Angola na detenção e no julgamento dos responsáveis pelo acto", refere o texto das decisões da conferência.

Por outro lado, pede-se a todos os países, africanos e não africanos, que se abstenham de "promover, proteger, apoiar e abrigar grupos terroristas", lembrando que o terrorismo "é um acto abominável e condenável que visa desestabilizar a paz e a segurança de todos os povos".

Os países não africanos são igualmente convidados a não permitir a residência em seus territórios de cidadãos naturalizados com conhecidos antecedentes terroristas, bem como a tomar medidas para prevenir o uso do seu espaço geográfico para a preparação de tais actos.

O ataque contra o autocarro que transportava a delegação da selecção togolesa ocorreu dois dias antes do início do CAN, após um estágio no Congo-Brazzaville. O acto foi perpetrado por rebeldes armados próximo da fronteira com Angola.

Esta acção foi reivindicada, a partir da capital francesa, Paris, pela Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), um grupo separatista que reclama pela independência desta província rica em petróleo no norte de Angola e fronteiriça com o Congo-Brazzaville.

Após o ataque, que causou a morte do treinador-adjunto da seleccção togolesa, Abalo Amelete, do assessor de Imprensa da equipa, Stanislas Ocloo, e de um cidadão angolano, o Governo togolês decidiu repatriar a sua equipa.

Na sequência desta decisão das autoridades togolesas a Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu a Selecção do Togo dos CAN de 2012 e 2014, indicando que a decisão de repatriar a equipa, apesar de os jogadores manifestarem a vontade de disputar o CAN, transgride os regulamentos deste órgão reitor do futebol continental.

De acordo com o regulamento do CAN,"a ausência declarada a menos de 20 dias do início da competição final ou durante o torneio implicará uma multa de 50 mil dólares e a suspensão da Selecção Nacional das duas edições seguintes do CAN".

Mas o Governo togolês exprimiu a sua indignação e reprovação pela decisão da CAF de suspender a sua Selecção Nacional do CAN durante quatro anos.

"O Togo acolheu com indignação e reprovação a decisão da CAF de suspender dos dois próximos CAN a nossa equipa nacional com uma multa", indicaram as autoridades togolesas numa declaração. O mesmo documento diz tratar-se duma "decisão surpreendente que pode ser interpretada como sendo igualmente a expressão dum desdém total face ao que o Togo e o povo togolês viveram como um drama".

Explicando os motivos que o levaram a retirar a Selecção Nacional do CAN, o Governo togolês afirmou que a retirada não resultou duma vontade manifesta da selecção, muito menos do Governo, mas do facto de que "as condições de segurança não estavam reunidas".

Por isso, as autoridades togolesas pretendem levar o caso diante do Tribunal Arbitral do Desporto em Lausanne, na Suíça, para interpor recurso pela decisão.

A Selecção do Togo deveria disputar o Grupo B do CAN-2010, na província de Cabinda, no norte de Angola, com as suas similares da Costa do Marfim, do Burkina Faso e do Gana.

CIMEIRA ADIADA

Entretanto, a próxima cimeira ordinária da União Africana (UA) inicialmente programada para finais de Junho a princípios de Julho deste ano vai ser adiada para o fim deste último mês por coincidir com o Mundial de 2010 na África do Sul, soube a PANA terça-feira em Addis-Abeba (Etiópia).

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) fixou a fase final do Campeonato do Mundo de 2010, o primeiro na história do futebol mundial a realizar-se em solo africano, para 11 de Junho a 11 de Julho de 2010.

De acordo com fonte próxima da 14ª Cimeira Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da UA decorrida de 31 de Janeiro a 2 de Fevereiro deste ano em Addis-Abeba, a 15ª sessão ordinária desta conferência deverá realizar-se de 19 a 27 de Julho de 2010.

A fonte indica que os chefes de Estado africanos aceitaram a proposta apresentada pelo Uganda durante a 11ª Cimeira da UA decorrida em 2008 na cidade egípcia de Charm El-Cheikh, para albergar a 15ª sessão ordinária da organização em Kampala.

A União Africana considera necessário prestar todo o apoio à África do Sul enquanto organizadora do Mundial de 2010, durante o qual deverão ser exibidos "não só produtos do artesanato cultural de África como também da arte africana em geral".

Por isso, numa das suas recomendações ao Conselho Executivo da UA no quadro desta 14ª cimeira da organização panafricana, os embaixadores africanos reunidos no Comité de Representantes Permanentes (COREP) sugeriram que a próxima conferência não coincidisse com o Mundial 2010.

"As datas da fase final da Copa do Mundo a ter lugar na África do Sul em 2010 devem ser tidas em conta na fixação das datas para a próxima cimeira da União Africana agendada para Junho a Julho de 2010", refere o relatório do COREP submetido ao Conselho Executivo.

A segunda cimeira ordinária anual da UA é normalmente realizada entre os finais de Junho e princípios de Julho fora da sede da organização panafricana que está situada na capital etíope, Addis-Abeba.

Taça de Portugal : Porto “esmaga” Sporting


NUMA final antecipada, os dragões dizimaram o Sporting (5-2) e garantiram terça-feira à noite um lugar nas meias-finais da Taça de Portugal.

Rolando inaugurou o marcador para a equipa da casa e Izmailov empataria o encontro quatro minutos depois, com um grande golo. No entanto, Falcão recolocaria os dragões na frente, bisando ainda antes do intervalo.

Silvestre Varela e Mariano González deram contornos de goleada ao resultado, com Liedson a amenizar já em cima do apito final

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Federação Moçambicana de Natação: Três listas concorrem à eleição da nova direcção


TRÊS nomes concorrem para o cargo de presidente da Federação Moçambicana de Natação (FMN), cujas eleições se realizam na tarde da próxima sexta-feira no Comité Olímpico de Moçambique, no decurso da assembleia geral daquela instituição que tem igualmente como pontos de agenda a aprovação dos respectivos estatutos.

Trata-se de Momed Essaque, que representa o Núcleo dos Amigos da Natacão, e que é um dos membros da Comissão Administrativa da FMN, Gilberto Mendes, antigo nadador e proprietário da Companhia de Teatro Gungú, e Hélder Vasco Nguluve, antigo praticante, juiz e cronometrista.

O Conselho Nacional do Desportos confirmou, ontem, a entrada das três listas concorrentes na secretaria daquele órgão que, na ausência da Mesa da Assembleia Geral, vai orientar a reunião magna que culminará com a escolha de uma nova direcção, o que acontecerá depois de sensivelmente três anos de vazio de poder, desde que foram impugnadas as últimas eleições realizadas em 2007 devido a irregularidades.

No entanto, o escrutínio será antecedido da aprovação do regimento eleitoral que vai orientar as eleições. O regimento eleitoral tem como objectivo conferir a legitimidade dos concorrentes e das respectivas listas no cumprimento dos requisitos.

Como se pode depreender, este será o escrutínio mais concorrido na vida da modalidade, facto que tem a ver com a sensibilidade que alguns dos fazedores da modalidade e antigos praticantes têm com a causa da natação que nos últimos anos está votado ao fracasso, devido à crise de dirigismo.

Gilberto Mendes, por exemplo, disse à nossa Reportagem que vai concorrer em respeito da vontade expressa por aqueles que com ele nadaram no passado, período em que a natação era referência no país, tendo igualmente ficado sensibilizado com o facto de a modalidade estar a registar uma fase muito crítica e que é a causa dos fracos resultados que se verificam nas competições internas e internacionais.

Por seu turno, Momed Essaque salientou que ficou motivado pela experiência e convivência que teve durante cerca de um ano ligado à Comissão Administrativa e reiterou ter aprendido muito sobre a modalidade, sobretudo pelo facto de movimentar maioritariamente crianças. É da opinião que, com os problemas que a natação vive, é preciso encontrar e envolver as grandes figuras que fizeram a história da modalidade com o objectivo de torná-la mais profissionalizada.

Hélder Nguluve, por seu turno, pretende que sejam envolvidos todos aqueles que ao longo dos anos demonstraram que é possível movimentar a modalidade, mesmo com as carências provocadas pela própria conjectura histórica para que, através dessa experiência e união de forças, se possa partir para os desafios que se colocam, nomeadamente elevar a qualidade competitiva tendo como alicerce a aposta na formação.