quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

JOGOS DA SADC (SCSA) - Prata garantida no básquete apenas falta confirmar o ouro


JÁ está definido. Em basquetebol, Moçambique garantiu as duas medalhas de prata, só pela presença na final, faltando o ouro, que teremos que o roubara Angola com quem vamos disputar as finais tanto em masculinos como em femininos.


Tudo ficou decidido ontem quando em femininos a Selecção Nacional voltou a passear a sua classe diante da mais fraca equipa desta prova, a Namíbia, vencendo por 133-22, enquanto em masculinos a vítima era a anfitriã, África do Sul. (79-55).


Estas duas medalhas de prata que a qualquer momento poderão se transformar em ouro juntam-se a outras três de bronze que Moçambique já garantiu em atletismo (duas) e natação (uma), através de Kudzanai Alberto, no salto em altura (1,90 metro) e de Manuel Chilaúle, nos 400 metros barreira, mais uma em 4x100 metros estafetas, conquistada pelo quarteto Géssica Stagno, Jéssica Cossa, Raquel Lourenço e Faina Salete, com o tempo de 4.33.87 minutos.

A África do Sul ficou com a medalha de ouro, ao fixar o tempo de 4.09.39 minutos, enquanto a Namíbia amealhava a de prata, com o registo de 4.20.65 minutos.

A expectativa a volta destes dois encontros com Angola em basquetebol vai crescendo a cada dia que passa e as Selecções Nacionais vão acreditando que tudo é possível, a avaliar pelos resultados que têm vindo a conseguir de jornada em jornada. Aliás, logo no início deste torneio ficou claro que o ouro seria, tanto em masculinos como em femininos, disputado pelos moçambicanos e angolanos. Chegados a este momento, o vaticínio acabou por se confirmar: Moçambique e Angola, em femininos e masculinos, vão ter que jogar pelo título e a respectiva medalha mais valiosa do evento.

Os angolanos, pelo menos os jornalistas com quem temos tido a oportunidade de trocar impressões a volta do evento, acreditam mais na equipa masculina, reconhecendo a aparente superioridade de Moçambique em femininos. Mas tudo é possível, uma vez que tanto em masculinos como em femininos ainda não se perdeu nenhum ponto e em nenhuma ocasião o seu basquetebol foi posto em causa, sendo por muitos considerado o mais prático, simples e bastante evoluído.

Contudo, é preciso que se tenha muito cuidado, principalmente em femininos, porque ontem, apesar de o resultado ter sido por uma margem esmagadora, as jogadoras moçambicanas denotaram falta de entrosamento, optando por rasgos individuais que se não forem corrigidos a tempo podem ser fatais frente à Angola.

Mas há muita confiança no seio da equipa técnica e das próprias jogadoras que querem levar o ouro para Moçambique pela segunda vez consecutiva, depois de o terem feito na edição passada na Namíbia.


Já em relação aos masculinos, que estão muito acima do que fizeram na Namíbia, todos acreditam que vão mesmo conquistar o ceptro, apesar de Angola possuir uma equipa fisicamente bem constituída com uma média de altura que roda o 1,90 metro.


Aliás, Moçambique para esta prova trouxe um pouco de tudo. Postes altos, como são os casos da dupla Edson Monjane e Edson Honwana, que nalgum momento desequilibram, principalmente o primeiro que até faz deliram o público com alguns smatchs. É caso para dizer que amanhã, na final, haverá faísca.

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Depois de uma boa prestação no período da manhã, as nadadoras Géssica Stagno, nos 100 metros livres (1. 8.55), e Géssica Cossa, nos 100 costas (1.17.00), não conseguiram atingir o pódio já nas finais da tarde, ocuparam, respectivamente, o quinto lugar com o tempo de 1.06.15 e 1.18.15 minuto.

No sector masculino, Jossefa Guite e Nunes Gomes, ambos nos 200 metros livres, ficaram em sétimo e oitavo lugares, respectivamente, com 2.20.79 e 2.22.96 minutos.

Hoje Moçambique vai competir na prova dos 200 metros estilos masculinos através de Jossefa Guita, 50 metros livres femininos, Géssica Stagno e Géssica Cossa, e ainda nas estafetas de 4X100 em femininos.

MAIS UMA MEDALHA DE BRONZE

Afinal Moçambique teve mais uma medalha de bronze no boxe! Ninguém esperava quando o pugilista moçambicano, Almeida Francisco, da divisão dos 69 quilogramas foi chamado ao pódio.

A verdade é que na sua divisão só participaram três pugilistas e quando é assim o último (terceiro) também é condecorado.

Almeida Francisco havia perdido por incapacidade física ainda no primeiro assalto quando o resultado estava em 10-1 frente ao tswana Arnold Tsele. É caso para dizer que neste tipo de competições a sorte também conta.

Gil Carvalho, em Potchefstroom

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