segunda-feira, 21 de junho de 2010

MOÇAMBOLA-2010 - “Canário” em queda livre


A DÉCIMA primeira jornada do Moçambola, realizada no pretérito fim-de-semana, deixou bem reflectida a época desastrosa que o Costa do Sol tem vindo a fazer. Desta vez, os “canarinhos” tombaram aos pés do Sporting da Beira, por 0-2, tendo caído três lugares, de oitavo para o décimo primeiro.



Os comandados de Mandigora estão numa situação crítica, visto que com este “desaire” voltaram a ficar muito perto da linha de despromoção.

Mas não é apenas o Costa do Sol, que de jornada-a-jornada vai dizendo adeus ao título. Os vizinhos Desportivo e Maxaquene também voltaram a marcar passo. Os “alvi-negros” empataram em casa com o Vilankulo FC a zero bola, enquanto os “tricolores” perderam com a Liga Muçulmana, por 0-1, no desafio mais convidativo da ronda.

Uma situação completamente contrária vive o bicampeão nacional, o Ferroviário de Maputo, que mais uma vez voltou a ganhar e convencer. Desta vez a vitima foi o seu homónimo da Beira, que sucumbiu por 3-0.

Outras equipas a cantarem vitória na 11ª jornada, a antepenúltima da primeira volta, foram o Matchedje e Textáfrica, que venceram, o Atlético Muçulmano, por 1-0, e FC Lichinga, por 3-1, respectivamente.

Noutro desafio, o Ferroviário de Pemba e HCB empataram a uma bola.
RACHIDE “MANCHOU” UM LINDO JOGO




O desafio entre a Liga Muçulmana e o Maxaquene era aguardado com muita expectativa, ou não estivessem frente-a-frente dois dos candidatos ao título. Esperava-se por isso uma tarde de bom futebol, entre dois “teams” apetrechados de jogadores de reconhecido valor. Diga-se, em abono da verdade, que até cerca da meia-hora, período em que o árbitro José Maria Rachide decidiu ser o protagonista, assistiu-se a uma boa propaganda de futebol.

Rachide, que até vinha fazendo um bom trabalho, não assinalou duas grandes penalidades, quanto a nós claras, a favor do Maxaquene, ambas por carga sobre Hélder Pelembe. Nessa altura, a Liga Muçulmana já ganhava graças ao golo de Cantona, apontado aos 34 minutos da primeira parte e o Maxaquene procurava desesperadamente chegar ao empate. Oportunidades para que tal acontecesse não faltaram. Tony, a referência de ataque, foi bastante perdulário ao desperdiçar duas oportunidades claras de golo e já perto do intervalo Manuel também denotou falta de pontaria.

Para além desse mau ajuizamento de José Maria Rachide, em dois lances, que tiraram a oportunidade dos pupilos de Arnaldo Salvado chegarem ao tão procurado golo, o factor finalização pesou para que não conseguissem fazer gosto ao pé, visto que na segunda parte Tony voltou a ter muitas dificuldades para bater Binó, que esteve muito bem entre os postes. Gabito, de livre, a meio da segunda parte, também tentou a sua sorte, mas Binó voltou a estar bem. Aliás, o “keeper” da Liga, a par de Fanuel e Silvério foram as melhores unidades da equipa da casa, que sem realizar uma boa exibição acabou sendo mais feliz na eficácia.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: José Maria Rachide, auxiliado por Gimo Patrício e Célio Mugabe. Quarto árbitro: Mário Tembe

L. MUÇULMANA: Binó; Fanuel, Aguiar, Vling e Micas; Nelsinho, Carlitos, Cantona (Nelson) e Silvério; Jumisse (Chana) e Maurício (Mayunda).

MAXAQUENE: Soarito; Gabito, Nito, Vasil e Eusébio; Alvarito (Mustafa) e Macamito, Kito; Liberth (Eládio) , Manuel (Hélder Pelembe) e Tony.

ACÇÀO DISCIPLINAR: Cartão amarelo para Aguiar e Vling, ambos da Liga Muçulmana.

Golo: Cantona aos 39 minutos.

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