segunda-feira, 23 de agosto de 2010

TAÇA DE MOÇAMBIQUE/mcel - Rei Ferroviário vai nu


QUANDO a crise bate à porta do palácio real dificilmente se pode disfarçar. Por mais que se tente arranjar artifícios para justificar os factos, a verdade é que essa situação extravasa todas as fronteiras do justificável, passando a ser notícia de destaque. É o que acontece com o Ferroviário do Maputo.


Uns acham que a equipa está saturada e a pagar cara a factura de ter iniciado mais cedo a sua preparação, em virtude da participação nas Afrotaças; e outros entendem que pode ser o princípio de uma fenda na até aqui óptima relação entre treinador e jogadores e entre a turma e a Direcção.

Por seu turno, Chiquinho Conde afirma que está tudo bem e que os maus resultados são circunstanciais, nomeadamente face à onda de lesões que apoquenta o seu grupo. Seja o que for, o facto inegável é este: o rei vai nu! O rei Ferroviário de Maputo, detentor do Moçambola e da Taça de Moçambique/mcel, está em crise, correndo sérios riscos de não revalidar nem uma nem outra competição.

Aliás, no que diz respeito à segunda maior competição do calendário futebolístico nacional a possibilidade de renovação já se esfumou, ao ser derrotado pelo Vilankulo FC por uma bola sem resposta em partida dos quartos-de-final disputada sábado no Estádio Municipal de Vilankulo. Belo, aos 46 minutos, foi quem acentuou a crise nas hostes “locomotivas” e colocou o Vilankulo como primeira formação de Inhambane a atingir as meias-finais da Taça de Moçambique.

Dos visitantes, o único que contrariou a festa dos donos da casa é o Maxaquene, graças ao tento do goleador Tony, decorridos 79 minutos. O desafio teve lugar ontem, no campo do Desportivo de Tete, perante um Chingale que a apenas uma jornada de se sagrar campeão provincial foi um adversário que se bateu com denodo face aos “tricolores”? claramente em crescendo. Fora da luta pelo título nacional desde a primeira volta, o Costa do Sol via na Taça de Moçambique uma tábua de salvação de uma temporada verdadeiramente para esquecer, mas não conseguiu salvar nada.

Perdeu na Soalpo diante do Textáfrica por 2-0, com a turma “fabril” a poder fazer milagres nesta competição. O mesmo poderá suceder com o FC Lichinga, vitorioso por 2-1 na recepção ao Sporting da Beira, um triunfo que serviu para serenar os ânimos mais exaltados dos adeptos, desencantados com a iminente possibilidade de descida de divisão. As quatro formações apuradas para as meias-finais da Taça de Moçambique/mcel voltam a estar em acção nos dias 25 e 26 de Setembro.

O Maxaquene, único sobrevivente entre os grandes e desde já catalogado como principal candidato à conquista do troféu, terá pela frente o Textáfrica, enquanto o FC Lichinga jogará de novo no seu burgo, perante o Vilankulo FC.

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